segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Alimentando a indústria.

   É fácil julgar, e acusar, dizendo: Tudo é culpa da indústria! O que não é fácil é admitir que a indústria existe por nossa causa, para, aparentemente, satisfazer os nossos desejos... Desejos estes que na atualidade parece não terem fim.


     Há algum tempo o ser humano trocou o ser pelo ter e desde o momento ele pensa que precisa estar sempre consumindo as coisas mais novas para ter algum tipo de "status" perante a sociedade, ingenuamente o mesmo pensa que em suas compras só atinge ele mesmo. Trago o conceito de ingênuo em questão deste ser humano ter um pensamento que o seu consumo exacerbado lhe trás algo, exclusivamente, positivo, sendo que a verdade sobre o consumismo* é que além de aumentar os resíduos - que muitas das vezes não são tratados de forma correta - ele faz com que a Indústria produza mais e em consequência haja uma extração maior da matéria-prima na Natureza - uma extração que normalmente não é reposta. 
     Em pesquisas recentes foi comprovado que a sociedade tem consumido mais do que o Meio Ambiente é capaz de se regenerar, e isto tem causado um desequilíbrio desconcertante. Uma das vertentes deste problema encontra-se na Cultura do descartável, esta que tem sido facilmente implantada nas antigas e atuais gerações, e tem se apropriado das mentes da futura geração - ela tem se implantado de maneira tão forte na vida das crianças que parece que ela é a única existente.  Este movimento faz jus ao seu nome: usa, joga fora e compra mais - e assim se faz um ciclo. 
     Nossas crianças não podem receber uma herança tão ruim desta geração: uma cultura de consumo que retrocede a sociedade, as crianças não podem receber um meio ambiente caindo aos pedaços e muito menos não podem receber uma temperatura cada vez mais louca, as crianças não podem receber um caráter duvidoso que só sabe passar a culpa para o outro. A culpa não é só da Indústria e sim de quem a alimenta, de quem a faz produzir todo dia algo novo para ser consumido e ser jogado fora. 
    É de notório saber que neste jogo há mais um "jogador": Sociedade, Indústria e Poder Midiático - que incentiva o consumo do supérfulo, no entanto neste artigo será centralizado o protagonismo da sociedade sobre o processo. A tirinha exibida logo no inicio não está longe da nossa realidade, e isso deveria nos assustar, para tentar reverter a situação é necessário seguir o conselho que a mesma dá: mudar os hábitos. A população precisa, por mais que fuja, de uma reeducação em seus hábitos. 

• CONSUMO CONSCIENTE: 
   Busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal e a sustentabilidade do planeta, lembrando que a sustentabilidade implica em um modelo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável.

• TROCA/DOAÇÃO
     Aquilo que você cansou outra pessoa pode amar, que tal doar? Ou se não for esta sua preferência que tal vender para um brechó? 

• PENSAR
   O ser humano tem a capacidade de raciocinar, por mais que em suas atitudes prove o contrário. Quando questionamos a necessidade de certas coisas em nosso cotidiano, quando refletimos sobre o que fazemos nós deixamos de ser alienados. O consumo exacerbado é "bom", satisfaz o ego, trás um prazer momentâneo e te associa a poder, a beleza verdadeira e entre outras características que o povo gosta de ser adjetivizado. Contudo, não permita ser alienado, não seja mais um, vá de encontro ao sistema e descubra que os adjetivos que você pode receber não depende do consumismo. 
     Pense antes de comprar... The Walking Dead estar na moda, mas você não precisa ser um Zumbi! ;) 

No cotidiano há vários ciclos um destes é usa, joga fora e compra mais e o outro: usar, reciclar e reutilizar. Saiba que os meios justificam o fim, e eles encontram-se na mão de cada um - que você possa usar a sua liberdade com precisão e de maneira correta e lembrem-se sempre: A culpa não é somente da indústria! 


        Consumo x Meio Ambiente
Um vídeo breve que fala basicamente sobre as condições do Planeta, e a nossa posição. 
* (É válido lembrar que ao tratar de consumo neste artigo refiro-me em questões de consumo exagerado, pois ao consumo por si só não trás malefícios e é necessário na sobrevivência humana.)

Industria sustentável? E pra quê?

O desenvolvimento de uma cidade é quase sempre amparado na quantidade de industrias que auxiliam o bom funcionamento de uma série de bens imprescindíveis para a manutenção do bem estar social.

Em contra partida a esse desenvolvimento quase sempre existe a constante batalha travada entre as industrias versus o meio ambiente. Mais será que é inevitável a manutenção das atividades industriais sem que se pense na sustentabilidade?

De certa forma o ecologicamente correto perpassa quase sempre uma área vista por muitos de forma superficial. As vezes o desenvolvimento de uma industria pode ser sustentado por práticas que visam compromisso com um bem que nada mais é de todos.

Engraçado constatar que as práticas como: substituição da energia utilizada na industria para uma mais limpa ou quem sabe até na adoção de projetos sustentáveis, por intermédio da redução do papel já utilizado em informes e anúncios publicitários, é comumente encarada como algo não rentável. 

Será que nós, brasileiros conseguimos visualizar despesas mais úteis do que com o cuidado de um bem nosso? Não existe nada mais desvantajoso do que falar em lucro sem enxergar que ao utilizarmos cerca de uma tonelada de papel estamos cortando 40 mil árvores, responsáveis não tão somente pela a representação do verde em um país cada vez mais cinza como também pela filtragem do gás carbônico e conversão de grande parte do oxigênio respirado por nós.

Fique por dentro!

Você pode ajudar a bugar este sistema! 
    Toda atividade humana, principalmente de caráter empresarial, tem efeitos ambientais. Há algumas décadas, a geração de poluentes pelas empresas era entendida como uma conseqüência inevitável nos processos industriais, o que provocou um grau de deterioração ambiental acentuado em muitas regiões do mundo.
    Em 1972 a ONU organizou a I Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente, que resultou na criação de órgãos de proteção ambiental em diversos países. Durante muito tempo estes órgãos se ocupavam apenas de fiscalizar o atendimento dos padrões ambientais estabelecidos. Por sua vez as empresas potencialmente poluidoras estavam preocupadas unicamente em atender à legislação ambiental (Veja aqui as 17 leis ambientais brasileiras!). À medida que os problemas ambientais ficaram mais evidentes e a ideia de qualidade total no setor produtivo ganhou consistência, se percebeu que o controle de impactos ambientais só seria efetivo através de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA). 
  
O que é o SGA? 
   O SGA, como foi citado anteriormente faz o controle do impacto ambiental de uma determinado local, ele auxilia a empresa para encontrar formas que inovem de maneira que diminua o seu impacto sobre o ambiente. Age de modo proativo normalmente envolvendo a ISO 14000.

O que é ISO 14000? 
     A tradução da sua sigla é determinada por: Organização Internacional para Padronização.  Sendo a sua finalidade prevenir a ISO 14000 trás normas para o gerenciamento do SGA. Esta visa prudência em relação aos eventuais danos ambientais provocados pelos processos produtivos e pelos produtos colocados no mercado de consumo, seu caráter é voluntário. Através da ISO 14000 pode-se reduzir o impacto ambiental da empresa. 
  •   Certificado ISO 14000 

   Quando uma empresa segue as normas e implanta os processos indicados, ela pode obter o Certificado ISO 14000. Este certificado é importante, pois atesta que a organização possui responsabilidade ambiental, valorizando assim seus produtos e marca.

  Para consegui-lo a empresa precisa seguir a legislação ambiental do país, treinar e qualificar os funcionários para seguirem as normas, diagnosticar os impactos ambientais que está causando e aplicar procedimentos para diminuir os danos ao meio ambiente.


  Fique ligado dentro das siglas usadas neste post e todas as informações, pois servirão de bases para futuros posts... Não percam! :)

Referência: